Arquivo | dezembro, 2012

Silêncio

7 dez

O não saber de nada. O olhar e não ver nada.
O silêncio da espera. O silêncio de não poder fazer nada.

Silêncio da Alma. Silêncio do lírico.
Silêncio do eu. Silêncio do ser.

A hora que o coração sente que pára, que algo dentro deixa de ferver.
A hora que os tantos pensamentos se homogeneízam e formam o silêncio.

Os ouvidos não ouvem mais nada, a mente capta tudo e transforma em silêncio.
As pequenas angústias são tantas que no final formam uma só e no silêncio simplesmente  não se apresentam, fazendo-se pensar que não são absolutamente nada.

As palavras fazem-se em silêncio embora o Mundo não se cale.
Na verdade, o tempo encontra-se hipnotizado, mesmo que as horas e os dias passem.

A poeira baixa.
A pausa não acaba, mas no coração há algo que incomoda o silêncio.

Há o desejo que a fé não se faça inativa.
Que Ele seja a causa e a razão de tudo. Que Ele seja a força e a sustentação do ser.

Domínio próprio…

Desligou-se.

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